Mitos e verdades sobre sons e músicas para lojas

Músicas para lojas: O marketing sensorial é um conjunto de ações realizadas para criar uma experiência de compra positiva para o cliente, por meio da estimulação dos sentidos.

Nesse sentido, a estratégia mais utilizada e estudada do marketing sensorial é o uso da música e do som ambiente, que promete conseguir aumentar as vendas e o tempo de permanência na loja.

Mas será que isso é mesmo possível? Para responder a essa pergunta, preparamos este post a respeito dos mitos e verdades sobre sons e músicas em lojas. Continue lendo e confira tudo sobre o assunto!

Emoções e comportamento de consumo

Antes de falarmos a respeito dos mitos e verdades sobre essa estratégia, precisamos entender as emoções no comportamento de consumo.

Basicamente, a relação funciona de forma simples: o ambiente influencia as emoções, e estas, por sua vez, modulam nosso comportamento. E isso não é diferente nas relações de consumo.

Sendo assim, por meio do marketing sensorial podemos estimular alguns sentimentos e atitudes dos consumidores, fazendo com que eles passem a consumir mais, escolham determinados tipos de produtos, permaneçam mais tempo na loja ou até mesmo criem um vínculo emocional com o estabelecimento.

Nesse caso, a música é muito utilizada, pois, além de ser uma escolha mais democrática, ela é capaz de ser notada física e emocionalmente por suas dimensões.

Dimensões primárias da música

De fato, a músicas têm o poder de criar a atmosfera correta e modular sentimentos e atitudes — e é capaz de fazer isso graças às suas dimensões primárias. Segundo Bruner (1990), a músicas apresentam três dimensões primárias: físicasemocionais e de preferência.

As dimensões físicas são aquelas que se referem ao volume, ritmo, timbre, e velocidade — ou seja, àquilo que percebemos fisicamente pela emissão sonora e que é mais facilmente detectado.

Já as dimensões emocionais e de preferência são individuais, pois dizem respeito aos sentimentos despertados pela música, assim como a simpatia do cliente pelo som.

Bom, agora que estamos entendidos quanto ao papel das emoções e da música nas relações de consumo, vamos aos mitos e verdades sobre o som ambiente nas lojas. Continue lendo!

Mitos e verdades sobre sons e músicas em lojas

“O som ambiente pode aumentar as vendas”

Verdade. Quando utilizada de forma coerente com o ambiente e o público alvo, a música pode estimular as vendas. Uma pesquisa recente indica que 14% das pessoas compram mais quando a música certa está tocando no ambiente, e 36% compram menos quando expostas à música errada.

Além disso, a música certa pode aumentar o número de visitas ao estabelecimento, pois é capaz de fazer com que as pessoas se sintam estimuladas a voltar e a indicar a loja aos amigos. Quando o cliente se identifica com a loja por meio da música, tende a permanecer nela mais tempo, pois se sente à vontade — e isso acaba aumentando as vendas.

Contudo, é preciso utilizar essa ferramenta com atenção, pois o ritmo da música é determinante para esse quesito. No geral, o cliente tende a permanecer mais tempo na loja quando é sugestionado por músicas mais lentas, enquanto músicas mais aceleradas podem diminuir esse tempo de permanência.

No varejo, ambos os estilos podem ser usados, basta definir qual é objetivo da loja e usá-los em momentos estratégicos.

“A música deve estar alta para atrair clientes”

Mito. E esse é um erro comum, principalmente em lojas populares. A música não deve ser usada como atrativo, e sim como ambientação e composição da loja.

Afinal, permanecer em ambientes muito barulhentos pode ser extremamente incômodo, o que pode fazer com que o cliente saia da loja antes mesmo de considerar a compra. Além disso, ela pode atrapalhar a comunicação entre os vendedores e clientes.

“A música deve ser quase imperceptível”

Mito. Se a música estiver muito baixa, pode acabar sendo abafada por barulhos externos e não atingindo o seu objetivo, que é modular as emoções do cliente.

Quanto a isso, o volume ideal do som é aquele em que a música é ouvida claramente, mas sem prejudicar a comunicação — afinal, ninguém deve ter que elevar o tom de voz para conversar.

“Grandes sucessos podem tirar o foco do cliente”

Mito. Se, por um lado, esse tipo de música distrai o cliente, por outro as pessoas afirmam que compram mais quando estão expostas a músicas conhecidas. Sendo assim, uma música que agrade os clientes pode ajudar a aumentar o seu tempo de permanência na loja.

“É melhor optar sempre por música popular”

Mito. Apesar de o estilo popular conquistar mais facilmente os clientes, existem evidências de que a música clássica, por exemplo, faz com que as pessoas escolham produtos mais caros, podendo aumentar, assim, o valor das vendas.

“Então é melhor escolher música clássica”

Mito. Isso vai muito além da discussão entre música popular ou clássica. Antes de tudo, a música em um estabelecimento comercial deve deixar o cliente confortável, e cada tipo de público fica mais à vontade com um estilo e ritmo musical.

Por isso, uma loja voltada para adolescentes, por exemplo, pode colocar músicas mais modernas e em um volume discretamente mais alto. Então, para a estratégia de marketing atingir seu objetivo, é primordial que se conheça o perfil dos clientes e do seu comportamento de consumo, inclusive daqueles que se quer atrair.

“A atitude dos vendedores é influenciada pela música”

Verdade. O ritmo certo pode fazer a equipe trabalhar mais animada e motivada.

Antes de abrir a loja, músicas mais animadas e com um volume mais alto podem fazer a equipe começar o dia de forma mais enérgica e inspiradora.

Já durante o dia, é bom tomar alguns cuidados: músicas muito calmas podem deixar os vendedores menos produtivos, e músicas muito populares podem distraí-los do seu foco, que é o cliente.

“A música deve ser complementar a identidade da loja e seus produtos”

Verdade. A loja deve ser vista como um todo, ou seja, é preciso alinhar toda sua comunicação. Deve haver um sentido entre os produtos comercializados, a iluminação, o aroma e o som ambiente.

Assim, para atingir o objetivo do marketing sensorial, é preciso que as músicas sejam complementares aos seus produtos e que identifiquem, de fato, sua marca.

Enfim, é fundamental que haja coerência entre o estilo das músicas e o estilo dos produtos ofertados. Uma loja de fast food, por exemplo, não combina muito com música clássica, devendo optar por músicas com o ritmo mais rápido.

“É só sintonizar em uma rádio popular”

Mito. É claro que não é tão simples assim. Como toda estratégia de marketing, é preciso ter planejamento e pesquisa para que o som ambiente traga resultados positivos para a sua loja.

Apenas sintonizar em uma rádio popular faz com que a trilha seja apenas músicas sendo tocadas, sem nenhum critério preestabelecido. Além disso, você fica sujeito, inclusive, a divulgar propagandas de concorrentes.

Então, não corra esse risco: entre em contato com uma empresa especializada para que você tenha sua própria rádio baseada nos seus clientes e objetivos!

Como vimos, possuir uma rádio indoor pode ser uma excelente estratégia de marketing, desde que usada de forma correta e alinhada a outros quesitos do marketing sensorial. Gostou do nosso post? Então, que tal compartilhá-lo nas redes sociais para ajudar outras pessoas a descobrirem os mitos e verdades sobre sons e músicas em lojas?

Serviço de Marketing Sensorial no Brasil

Gostou de todos os tópicos citados acima, mas ainda não sabe como colocar em prática, principalmente o som ambiente, marketing sensorial e music branding? Então conheça agora o Atmosfera, serviço de Marketing Sensorial da ListenX (pioneira no Brasil).

Você pode testar o serviço por 7 dias grátis, não perca tempo:

Rádio Atmosfera Experimentar

CONTEÚDO VIP

Insira o seu endereço de email abaixo para receber gratuitamente as atualizações do blog!>

3 Comentários

  1. Luciana

    Como fica a questão dis direitos autorais das músicas tocadas em lojas? Obrigada. Ps: gostei muito das dicas

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *